Prêmio ARI Banrisul de Jornalismo comemora 60 anos e tem novidades

Neste ano de 2018, ao completar 60 anos, o Prêmio ARI Banrisul de Jornalismo foi repensado em edição especial. Novas categorias e uma reformulação nas inscrições fazem o prêmio mais contemporâneo e adequado ao momento do jornalismo. O Prêmio Universitário, criado em 2015, também faz parte desta evolução,

Reconhecer e estimular o trabalho dos profissionais da Comunicação. Este é o objetivo do Prêmio ARI de Jornalismo desde a sua criação, em 1958, quando o presidente da entidade era Alberto André. Mas quem revê a distribuição do prêmio ao longo dos anos pode observar mais dois aspectos paralelos: através das matérias premiadas ele também espelha a evolução da sociedade que consome a informação; e desenha um retrato que deixa muito evidente quem produz essa informação, na medida em que os nomes e as empresas se repetem.

O fato é que entre 1958 e 2018 há um espaço de 60 anos e, ao longo desse tempo, nada ficou no mesmo lugar. Muita coisa mudou no meio social, político e econômico – na verdade sempre entrelaçados – e na prática jornalística, impulsionada pelas inovações tecnológicas que possibilitaram a abertura do leque de temas. Assim, as três categorias da primeira edição – Reportagem, Crônica e Fotografia – ganharam a companhia de mais uma – Radiodifusão – na edição de 1959. Isso aconteceu dois anos após a inauguração da Rádio Guaíba, que transmitiu a Copa do Mundo desde a Suécia em 1958 (a Gaúcha havia feito isso desde o Rio de Janeiro em 1950) e avançou pela década de 1960 usando a tecnologia para inovar na programação.

O País e o Rio Grande do Sul atravessaram dificuldades políticas em 1960 e 1961. Jânio Quadros, presidente que foi eleito prometendo varrer a corrupção para bem longe, acabou renunciando em 1961 e João Goulart, seu vice, deveria ocupar o cargo, mas pesava contra ele a acusação de ser “comunista”. Dos porões do Palácio Piratini, o governador Leonel Brizola comandou pelos microfones da Rádio Guaíba o movimento da Legalidade, exigindo o respeito à Constituição. E Jango assumiu a presidência.

A distribuição do Prêmio ARI de Jornalismo não ocorreu nesses dois anos. Voltou em 1962. Agora incluindo as categorias Charge e Reportagem Esportiva – todos os ganhadores eram da Cia Jornalística Caldas Junior, que, além do Correio do Povo e da Folha da Tarde, editava a Folha da Tarde Esportiva, com nomes como Ruy Carlos Ostermann e Antônio Carlos Porto na redação. Além disso, a categoria Radiodifusão mudou para Rádio/Televisão. Aliás, bem a propósito: em 1959, os Diários Associados haviam inaugurado a TV Piratini em Porto Alegre, provocando a debandada dos ouvintes de rádio para a telinha, porque “ouvir e ver é melhor”. Reagindo a essa fuga, os donos da Rádio Gaúcha criaram a TV Gaúcha em 1962. E no Prêmio ARI começou o redesenho, lento e progressivo, do retrato da Comunicação no Rio Grande do Sul, que abriu espaço também para as mulheres nas redações, na reportagem e na tela. A primeira premiada foi Lygia Nunes, cronista, em 1959

A cada edição o prêmio evoluía e eram criadas novas categorias para espelhar o momento do jornalismo. Inúmeros profissionais ajudaram na formatação de um prêmio que sempre foi cobiçado pelos jornalistas gaúchos. Em 2014, o concurso foi informatizado e o número de inscritos ultrapassou 500 trabalhos.

Ao chegar à sua 60ª edição, o Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo passou por atualização no seu regulamento. A distinção reorganizou o registro de trabalhos em oito categorias. Neste ano, a distinção será coordenada pelo jornalista Paulo Eduardo Barbosa dos Santos, conselheiro da Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

Até então, o prêmio era dividido em Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo e Reportagem Cultural. Com as mudanças, agora passa a ser organizado em novas categorias. São elas: Reportagem Impressa, Reportagem em Áudio, Reportagem em Vídeo, Reportagem Web, Arte, Fotojornalismo, Charge e Crônica.

Desde 2015, quando a ARI completou 80 anos, o quesito Jornalismo Universitário foi incluído na premiação. No ano seguinte, a distinção abriu espaço para participação de profissionais não sócios, mediante pagamento de uma taxa de inscrição especial, permitindo que trabalhos de jornalistas freelances também concorressem.

O Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo de 2018 destinará a cada vencedor, em primeiro e segundo lugares, troféu em bronze – obra do artista plástico Waldomiro Motta -, valor em dinheiro e diploma, oferecidos pelo Banrisul, patrocinador exclusivo que neste ano completa 90 anos. Haverá, ainda, em todas as categorias, uma distinção de Menção Honrosa para cinco finalistas de cada área. Mais informações poderão ser conferidas futuramente pelo site www.premioaridejornalismo.com.br.

O coordenador do prêmio Paulo Eduardo é jornalista e publicitário, formado pela Ufrgs e pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. É diretor da empresa Direta, Comunicação, Pesquisa e Marketing e foi diretor da TVE. É conselheiro da entidade há mais de duas décadas e está há três anos no Conselho Municipal do Desporto.

Para participar do prêmio você precisa se associar: Preencha as fichas de sócio profissional e sócio universitário nos links abaixo:

Proposta de admissão de sócio

Proposta admissão Sócio Universitário

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