Monetização ainda é o grande desafio da comunicação na Internet

Do Coletiva.net

“O jornalismo enquanto negócio na internet ainda é muito recente e nosso grande desafio é a monetização desse negócio no universo digital.” A afirmação é do gerente-executivo de Produtos Digitais na Gazeta Grupo de Comunicações, Thiago Stürmer. Ele participou do segundo painel desta manhã, 26, no Diálogos ARI de Jornalismo, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), ao lado do editor de Internet do Jornal do Comércio, Paulo Serpa, e do sócio-diretor da Rádioweb, Paulo Gilvani. A mediação ficou por conta da jornalista e publisher de Coletiva.net, Márcia Christofoli.

Para Stürmer, os profissionais de comunicação estão em um momento muito feliz por poderem vivenciar e participar da consolidação do jornalismo na internet, que, mesmo com seu surgimento em 1995, não foi explorada por muito tempo no setor. “A primeira ação que temos conhecimento foi do The New York Times, em 2012, e que começou a dar resultado somente em 2016. Ou seja, é muito recente, estamos engatinhando”, defendeu.

Segundo o jornalista, são inúmeras as oportunidades de negócio que o universo digital oferece para a Comunicação, o que é preciso, por parte dos comunicadores, é observar a forma com que se faz jornalismo para as pessoas. “A questão é o conteúdo e os formatos com os quais distribuímos esse conteúdo”, falou, ao defender que é preciso buscar inovações que perpassem o formato texto, foto e hiperlink.

O colega Paulo Serpa Antunes, que atua com digital no JC há nove anos, além de ser diretor no departamento de Mídia Digital da ARI, trouxe um histórico dos seus mais de 20 anos de atuação na área. “Há 23 anos, a TV já tinha o que temos hoje. Não há nenhuma novidade, apenas a chegada dos smartphones”, disse. No digital, os desafios são lidar com medição de impacto do leitor, com SEO e é preciso ter sintonia com o Comercial, para cuidar os anúncios no portal, conforme afirmou Serpa, que citou o branded contente que está em voga.

Ao ter a palavra, Paulo Gilvani resgatou o histórico da sua empresa, que surgiu em 2001. “Quando criada, a Radioweb foi considerada uma loucura, pois pedi demissão da rádio Gaúcha para abrir um negócio na internet”, contou. Ele também mencionou as mudanças no mercado jornalístico, que, antigamente, era distribuído em rádio, jornal e TV, e quando o público não tinha facilidade para interagir com os veículos. “Com a internet, isso mudou, pois acelerou o processo de produção e distribuição de conteúdo, além do contato e dos conceitos que ainda são difusos”, colocou. Ele aproveitou o momento para fazer alguns questionamentos referentes ao digital: “Internet é veiculo ou não?”, ao que respondeu, ele mesmo que, em sua opinião, trata-se apenas de uma ferramenta de entrega.

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