Brasil cai três posições em ranking mundial de liberdade de imprensa

O Brasil caiu três colocações no ranking mundial da liberdade de imprensa divulgado nesta quinta (18) pela organização Repórteres sem Fronteiras, em relação ao levantamento do ano passado. O país está agora na posição 105.

A Noruega lidera o ranking, que mede a liberdade com a qual os jornalistas exercem a profissão e os casos de agressão a repórteres. O segundo e o terceiro lugares também ficam com países nórdicos, Finlândia e Suécia, respectivamente.

O Brasil aparece muito atrás dos vizinhos Chile (46º), Argentina (57º) e Paraguai (99º). De acordo com o relatório de RSF, a imprensa brasileira está em uma situação problemática, classificação que engloba também outros 65 países.

O agravante é que o Brasil está posicionado muito próximo à categoria inferior, denominada de “situação difícil”. As eleições presidenciais do ano passado e o assassinato de quatro jornalistas foram os responsáveis pela queda.

“No Brasil, desde a campanha eleitoral, a imprensa se tornou alvo para os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, tanto nas redes sociais quanto durante as coberturas”, aponta a ONG. Entre os vizinhos sul-americanos, apenas Bolívia (113), Colômbia (129) e Venezuela (148) têm condições piores de trabalho para jornalistas que o Brasil.

A entidade ressalta o clima mais hostil no mundo à prática jornalística neste ano. “A hostilidade contra os jornalistas, e até mesmo o ódio transmitido em muitos países por lideranças políticas, resultou em atos de violência mais graves e frequentes, que aumentam os riscos e, como resultado, geram um nível de medo inédito em determinados lugares”, argumentou a ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança sua atividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam seu controle sobre os meios de comunicação”, afirmou a RSF.

Apenas 24% dos 180 países na pesquisa oferecem condições boas ou relativamente boas de trabalho aos profissionais da imprensa. No ranking de 2018, a parcela chegava a 26%. (Gazeta Online e Terra)

 

 

 

 

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