Fatos e Destaques

28 de Janeiro de 2010
Liberdade de imprensa é instrumento de cidadania

Na sede da Associação Riograndense de Imprensa – ARI - que, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, realizaram na tarde desta quarta-feira, dia 27, um debate sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

Na abertura, foi feita uma explanação por Vilson Romero, diretor de Direitos Sociais e Liberda de Expresão da ARI, sobre o tema, onde trouxe a declaração de Chapultepec, no México, e apresentou como consta a liberdade de expressão na Constitução Brasileira.

Ele também falou dos casos de mortes e violência contra os jornalistas em todo o mundo.

Para saber mais: Fenaj (http://www.fenaj.org.br/comhumanos.php) e (http://www.fenaj.org.br/federacao/comhumanos/relatorio_fenaj_2007_2008.pdf); CPJ (http://www.cpj.org/pt/); Fepalc (http://www.fepalc.org/).

Ao iniciar o debate, o presidente da ARI, Erci Thorma, ressaltou que a Associação completa 75 anos e que nasceu com esse pressuposto da liberdade de imprensa. Já o presidente do Sindicato, José Nunes, explicou que esse debate tinha o objetivo de se refletir sobre liberdade de expressão e de imprensa. Concluiu afirmando que Porto Alegre, neste ano de 2010, será a capital do jornalismo.

Os debatedores foram Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj, Suzana Blass, presidente do Sindicato dos Jornalistas do município do Rio de Janeiro e Elmar Bones, da JÁ Editores.

Sérgio Murillo abriu sua explanação sobre a diferença dos conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa, onde a expressão é uma conquista da condição humana, um direito do cidadão e a liberdade de imprensa é um direito da sociedade, onde os jornalistas são instrumentos dessa liberdade. Para ele, é fundamental fazer esta distinção, pois foi esta confusão que alimentou o posicionamento sobre a regulamentação dos jornalistas.

O jornalista Elmar Bones iniciou falando do Fórum, que, ao longo dos anos foi fortemente hostilizado pela imprensa, lembrando que a cabeça das pessoas são feitas dioturnamente e que são 100 ou 150 pessoas que detêm o poder de fazer a pauta do que todos os brasileiros terão acesso no dia seguinte.

Suzana Blass afirmou que as pessoas agem como se ainda existisse ditadura, onde agora o que existe é muito mais uma questão econômica. Suzana trouxe exemplos do Rio de Janeiro e como funcionam as redações por lá, lembrando que o Sindicato dos Jornalistas quer a proteção dos jornalistas na cidade e condições de trabalho. Por isso, eles têm feito esse debate nas redações.

O debate foi encerrado lembrando que este é um momento de reflexão sobre a profissão jornalista onde o panorama não se mostra favorável. 


 
   

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